Hoje cedo estava voltando pra casa depois de ter feito duas provas, acordado cedo pra caramba, ter madrugado estudando e preocupada.
Durante um percurso que normalmente é bem rápido, algo estava errado.. um rapaz foi fazer uma curva fechada capotou o carro… perdeu a vida.
Eu já tinha pensado várias vezes no quanto a vida é curta e pode durar um segundo, mas hoje pude acordar um pouquinho mais e ver o que é valioso pra mim e que pelo cotidiano havia esquecido, a minha própria vida.
Preciso fazer minhas próprias escolhas e colocá- las em prática, esquecer o que me deixa triste e andar pra frente.
Preciso esquece que meu pai sempre faz o que peço mas contra sua própria vontade e que na maioria das vezes dá a impressão de que não gosta de mim.
Preciso esquecer que minha mãe é ultra materialista e que entre o que é sensato e sua própria filha perder a saúde, prefere “mostrar” aos outros a filha “exemplo” dela.
Preciso esquecer muitas coisas… preciso esquecer de qualquer forma as cicatrizes que me marcaram até aqui.
Uma vida em amarelo
O que é pior: novas feridas que são horrivelmente dolorosas ou velhas feridas que deviam ter sarado anos atrás, mas nunca o fizeram?
Dias comuns
2x22 - 3x22

“Eu mudei tanto que tenho medo de não me encontrar mais, mas eu gostava de mim, eu não podia era continuar daquele jeito antigo. É que a pureza não pode faltar, nem a maturidade.”
(Denise Portes)